Os Músicos de Bremen

Os Músicos de Bremen

Announcement Date: 22 Junho, 2002

Coros Juvenil e Sénior (Prof. Ian Mikirtoumov)
Classe de Ballet (Prof. Marta Morais)
Narração: Fernando Ponte
Artistas: Raquel Peters, Filipa Sousa, Ana Vanessa Cerqueira, Daniel Santos, Micael Rijo, Vítor Correia, Nuno Beldade, Jorge Pascoal, Miguel Vidigal, Jorge Marques e André Cerqueira.

O público que encheu o Auditório Municipal vibrou com a atuação dos jovens que integraram o elenco que, sob a direção do Professor lan Mikirtoumov, mostrou que, com trabalho, devoção e alguma qualidade, é possível realizar grandes feitos.

O espectáculo teve a duração de cerca de uma hora com 19 quadros, essencialmente musicais, contando com a colaboração das alunas da classe de ballet da Professora Marta Morais e dos coros sénior e juvenil do
Conservatório.

A gravação e montagem esteve a cargo do Professor Fernando Ponte, sendo a adaptação para português feita por Cristina Pascoal e Ian Mikirtoumov.

Paulo Moreira deu o seu apoio nas cenas de palco. Quanto aos artistas e cantores, foram os seguintes: as cantoras Raquel Peters e Filipa Sousa, bem acompanhadas pelos elementos dos coros, Ian Mikirtoumov, Ana Vanessa Cerqueira, Daniel Santos Micael Rijo, Vitor Correia, Nuno Beldade, Jorge Pascoal, Miguel Vidigal, Jorge Marques e André Cerqueira. A narração esteve a cargo de Fernando Ponte.

Foi uma experiência muito rica

No final do espetáculo registámos as opiniões de alguns dos responsáveis pela sua realização e começámos pelo Presidente da Direção António Manuel Nóbrega, que nos disse “que foi uma experiência muito rica da iniciqtiva do Ian, nosso professor de coro, e ficámos cheios de alegria porque tudo correu muito bem. Os nossos alunos desde 0 mais novo com dois anos e meio, à mais velha com 63 anos, todos se portaram lindamente. Foi uma coisa grandiosa que nos deixou muito satisfeitos. Esperamos vir a repetir este acontecimento nos festejos do 10° aniversário do
Conservatório de Albufeira”.

Ao nosso lado a cantora Raquel Peters, a quem se deveu parte do êxito, também nos deu a sua opinião: “Nunca tinha feito um espectáculo destes e foi uma experiência maravilhosa. Sinceramente é adorável a azáfama dos bastidores, a
preparação, o vestuário, as músicas, tudo é indescritível. Temos que estar sempre com atenção pois mesmo as nossas pausas são trabalho. Isto para evitar qualquer descuido. Canto fado mas adoro cantar ópera. O meu professor de canto diz que eu daria um bom soprano, se eu quisesse. É espectacular porque é um trabalho de equipa. É muito interessante ver como um grupo consegue concentrar-se num trabalho e levar as coisas até ao fim, desta maneira.

[A ideia] Surgiu de uma conversa entre o Professor e os alunos, sugerindo estes que se fizesse uma opereta. Depois, acho que os superiores devem ter conversado e a ideia foi adiante. Nós já tinhamos debatido essa questão e o Professor Ian, a D. Cristina e outros com todo o empenho conseguiram levar a cabo esta iniciativa que é mesmo de louvar”.

António Nóbrega concordando com as palavras de Raquel Peters adiantou: “Foi a concretização de um sonho porque nós sempre sonhámos ter uma escola de artes cénicas no Conservatório, em conjugação com as escolas de música e de dança. Estamos neste momento com o professor Domingos Semedo a tratar da instalação da escola de artes cénicas. Vamos começar com aulas de teatro – isto foi uma iniciação à escola de artes cénicas. Aproveito também para fazer um agradecimento ao professor Paulo Moreira pois foi incansável no seu apoio”.

Foi de facto maravilhoso

A vereadora da Cultura, Ana Vidigal, mostrava-se muito sensibilizada no final do espetáculo e revelou-nos os motivos que a levaram a tal situação: “Sensibilizei-me muitíssimo porque o que asstimos manifestou toda a declicação, empenho, trabalho que todas estas crianças têm. O grupo em si, a família que eles são, demonstrou ter a noção de união. Isso sentiu-se em cima daquele palco. A articulação dos professores com os próprios alunos, porque
também eles fizeram parte do espectáculo, foi de facto maravilhoso”.

Sobre a evolução das novas culturas em Albufeira disse: “Tem valido a pena o empenho das pessoas e com mais apoio certamente que 0 Conservatório irá mais longe. Isso é fundamental. É necessário que tanto o Conservatório como outras associações ligadas à cultura tenham mais apoio para que possam formar melhores cidadãos”.

Procuraremos dar mais condições

O Presidente da Câmara, Desidério Silva, também deu a sua opinião: “É um trabalho do Conservatório mas a Câmara, desde o princípio, tem tido um papel importante no apoio a esta instituição. Enquanto cidadão e autarca, desde a primeira hora tenho acompanhado todos os espetáculos de final de ano e o que tem sido o desenvolvimento das atividades e várias valências do Conservtório.

Está no 10.º aniversário fazendo um trabalho positivo, que é o desenvolvimento dos jovens deste convelho, com uma intervenção muito forte na área cultural. A Câmara está atenta a isso e a minha presença aqui tem dois aspetos. Primeiro porque gosto destas iniciativas e, depois, para que a instituição reconheça que a autarquia tem atenção ao que se está a fazer. No momento próprio procuraremos dar mais condições – mas isso será no momento oportuno. Não gosto de criar expectativas elevadas”.

Deu a entender tratar-se das instalações próprias para o Conservatório. “Se calhar, essa é uma hipótese ou local para perspetivar isso em termos de futuro. Isso só gosto de dizer quando tivermos a certeza de que o poderemos fazer. Neste caso diremos que a autarquia está atenta e iremos criar as condições para que no futuro esta associação tenha melhores possibilidades de desenvolver mais atividades, com mais jovens, criando condições para que os jovens do nosso concelho sejam cada vez melhores, quer no aspeto artístico, quer no pessoal.

 

in “A Avezinha”, 10 de Julho de 2003, p.11

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